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terça-feira

Profissões 'antigas' mudam de cara e exigem qualificação

Funções como secretária, contador, padeiro e açougueiro pedem especialização. Mercado de trabalho oferece muitas vagas, mas consegue quem faz cursos.

Profissões consideradas "antigas" mudaram de cara e atualmente exigem qualificação. Uma delas é a de secretária. As matérias na grade horária são variadas: economia, administração, contabilidade, gestão de comunicação, estatística, direito, línguas, principalmente inglês, espanhol e português.

As funções dessa profissional vão além do que muita gente imagina. “A secretária hoje tem um perfil de administradora que trabalha com gestão de informação. Ela trabalha com comunicação, que vai desde uma simples reunião até eventos maiores, dentro das empresas”, descreve o sociólogo Luis Guilherme Brom.

Outra profissão com pouco glamour, mas com garantia de emprego é a de contador. E os jovens já descobriram. Os dados mais recentes publicados pelo Ministério da Educação em 2005 apontam que há quase 175 mil alunos matriculados em cursos de graduação em contabilidade em todo o país.

O curso tem duração de quatro anos. E se engana quem pensa que o profissional só verifica a entrada e saída de dinheiro da empresa. Hoje ele virou um gestor financeiro e pode trabalhar até abrir seu próprio negócio. “O salário de um contador começa com algo em torno de R$ 2 mil, R$ 2,5 mil. Um auditor sênior, um diretor de controladoria, por exemplo, pode chegar a R$ 20 mil, R$ 30 mil, RS 40 mil”, conta Luis.

Uma profissão antiga também mas que está de cara nova é a de padeiro, que também precisa de especialização. Francisco da Silva está no setor há 17 anos e faz mais de três mil pães por dia. Como gosta da profissão, decidiu se aperfeiçoar. Fez inúmeros cursos. Resultado: virou um padeiro diferenciado e requisitado. Já recebeu convites de muitas outras padarias. Quando está de folga, faz trabalhos extras para aumentar o salário de R$ 1.000,00.

“Vale muito a pena investir na profissão, participar de concurso, correr atrás de coisas diferentes no mercado. Hoje em dia a gente depende muito de criatividade, novidade. O mercado está exigindo muito”, diz ele.

Os açougueiros são outros que precisam de especialização. O interior de São Paulo, uma região com grande número de frigoríficos e abatedouros voltados a abastecer grande parte dos mercados interno e externo, anda procurando profissionais.

Mesmo com muitas vagas para açougueiros, é a qualificação que faz a diferença. Foi o que aconteceu com o senhor José Nispeque. Ele estudou, se especializou e se tornou um profissional diferenciado e requisitado. Tanto que, depois de 30 anos na profissão, ele abriu o próprio negócio.

Até os filhos largaram as profissões de publicitária e técnico de projetos para trabalhar no açougue com ele. “Tem de ter persistência na profissão, gostar da profissão, e fazer cursos, aprender cortes novos. A pessoa não tem só de ficar cortando carnes, tem de aprender, fazer bastante coisa porque o que o cliente quer é um bom atendimento”, afirma.

Muitas vezes, a falta de informação faz as pessoas pensarem que as profissões mais simples ou antigas não têm mercado porque não estão na moda. Mas há oportunidades e elas podem pagar bem. Portanto, a dica é se atualizar, procurar cursos, colocar em prática idéias que tornem o serviço oferecido mais interessante.

Fonte: G1 em 22/10/2007

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