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terça-feira

JBS "enxuga" a gestão da Swift nos EUA

Para reduzir os custos da Swift Company e ampliar o faturamento desta em mais de US$ 1 bilhão em 2008, a JBS-Friboi fez um drástico enxugamento na administração da empresa americana, adquirida em maio deste ano. Nesse processo, mais de 130 pessoas foram demitidas de cargos de vice-presidências, direção e gerência.

"São 45 vice-presidentes e diretores a menos, 90 chefes de indústria a menos", afirma Wesley Batista, CEO da Swift nos EUA. Conforme ele, antes havia nove camadas hierárquicas na Swift. Agora são quatro, desde gerentes de fábrica até a presidência.


Mas o inchaço na estrutura da administração anterior, segundo Batista, não era o único problema da Swift. "Há uns dez anos a empresa era tocada por gente que não era do ramo", diz ele.

A JBS comprou a Swift do fundo HM Capital Partners, que havia adquirido a empresa da também americana Conagra, em 2001. Nos últimos anos, a companhia, que faturou US$ 9,6 bilhões em 2006, vinha perdendo rentabilidade. Em quatro anos saiu de uma margem EBTDA de 3% para menos 1%.

Parte dos americanos que ocupavam cargos na direção foi substituída. Mas nem todos. Wesley afirma que "ficou quem era do ramo". Para CFO da Swift, a JBS contratou André Nogueira, ex-Banco do Brasil. Na diretoria de operações, um posto fundamental na tarefa de ganhar competitividade, a JBS colocou Sérgio Sampaio, executivo que tinha sido enviado para a Swift na Argentina. Na área de gerenciamento de riscos, ficou Marcos Sampaio, que já era da JBS. Nos transportes, Marcio Sastre, e no supply chain, Rodrigo Horvatt, dois executivos que já trabalhavam na companhia no Brasil.

Entre os americanos que ficaram estão Marty Dooli, que passou a chefiar a recém-criada divisão de suínos, e David Coowel, como COO, conforme Batista.

Ao mesmo tempo em que promove mudanças na administração, a Swift eleva o abate de gado bovino em suas unidades, para ganhar produtividade. "Quando assumimos a Swift, o abate era de 14 mil animais por dia. Em 2008, vamos operar com 20 mil animais por dia com o mesmo custo de 14 mil", afirma Batista. O segundo turno de abate já está em funcionamento em Greeley, sede da empresa no Estado do Colorado.

A reestruturação da Swift afetou menos o chamado "chão de fábrica". No total, entre administração e operários de fábrica, foram 200 demissões. Mas, como foi iniciado o segundo turno em Greeley, o número de funcionários praticamente se manteve em 15 mil nas unidades nos Estados Unidos, informa o empresário.

Apesar das diferenças de cultura, Batista afirma não ter dificuldades no relacionamento com os operários da Swift, 70% deles estrangeiros que vivem nos EUA. Desse percentual, 80% são latinos e o restante africanos e asiáticos. Ele atribui o bom relacionamento à experiência adquirida no Brasil no dia a dia da empresa.

De acordo com Wesley Batista, a Swift não sofreu autuações por conta das blitze do governo americano que encontraram trabalhadores imigrantes ilegais no último mês de dezembro. Na época, a companhia americana ainda estava nas mãos da HM.

Fonte: Valor Online em 16/10/2006
Autora: Alda do Amaral Rocha

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