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quarta-feira

Começam reservas de BDR da Agrenco e de Helbor ON

O investidor interessado em garimpar oportunidades entre as novatas da bolsa têm mais duas operações para analisar: começa hoje e termina no dia 22 o período de reserva para as ações da Helbor Empreendimentos, do setor de construção civil, e da Agrenco, companhia de serviços integrados que atua nos setores de agronegócio e biocombustível mundialmente. Juntas, as ofertas podem movimentar mais de R$ 1,35 bilhão, sem considerar os lotes extras.

No caso da Agrenco, a oferta será de Brazilian Depositary Receipts (BDRs) - certificados de depósito de ações, que serão negociadas na Bolsa de Valores de Luxemburgo. A empresa atua em quase toda a cadeia do agronegócio com a compra de produção, assistência técnica e financeira a produtores, armazenamento e transporte de produtos, além da venda e distribuição aos consumidores finais em todo o mundo. Com sede em Bermudas, a operação engloba 64,056 milhões de BDRs, em que cada papel representará uma ação ordinária (ON, com direito a voto).

Os coordenadores da oferta, os bancos Credit Suisse e ABN Amro, estimam que o preço por BDR deverá ficar entre R$ 13,00 e R$ 17,00. Considerando-se a média indicativa, a operação pode somar cerca de R$ 960 milhões. Os BDRs serão negociados na Bovespa sob o código "AGEN11". Atualmente, a Agrenco Holding detém 100% do capital social da subsidiária e, após a oferta, terá uma participação de 48,15%, sem considerar lote suplementar.

Entre os fatores de risco descritos no prospecto da oferta, a empresa lista sua possível incapacidade de prever ou se adaptar às novas tendências dos setores de agronegócios e biocombustíveis no Brasil e no exterior. A companhia alerta, ainda, que seus resultados são sazonais e, em geral, inferiores no segundo semestre. Vale lembrar que a atual regulamentação da Bovespa não permite que companhias estrangeiras façam adesão às normas de governança corporativa da bolsa. Com isso, os acionistas podem não receber quaisquer dividendos, já que o estatuto da empresa não prevê a distribuição de dividendo mínimo obrigatório.

Dos R$ 902,5 milhões líquidos previstos com a oferta, 35% serão usados para reforçar o capital de giro da empresa, 30% no pagamento de dívidas e 25% em projetos de expansão da rede de negócios. De acordo com o prospecto, em junho, o Grupo Agrenco tinha obrigações em moeda nacional e estrangeira que totalizavam R$ 989,6 milhões. Desse total, a empresa considera relevantes cerca de 74 contratos, que somavam R$ 935,3 milhões. O Credit Suisse é uma das instituições que vêm fechando contratos de empréstimos com o grupo, tanto por aqui quanto no exterior. No Brasil, a Agrenco Brasil emitiu sete Cédulas de Crédito Bancário (CCB) em favor do banco, que totalizam R$ 22,2 milhões e têm vencimento em fevereiro de 2008.

Já a Helbor vai seguir os passos das concorrentes do setor de construção civil e ingressar no Novo Mercado da Bovespa com uma emissão que pode esbarrar nos R$ 400 milhões. A incorporadora atua nas regiões Sudeste, Centro-Oeste, Sul e Nordeste do país, com ofertas de imóveis para os diversos segmentos de renda. A operação de abertura de capital inclui a venda de, pelo menos, 21,133 milhões de ações ordinárias (ON, com direito a voto), avaliadas num intervalo de R$ 16,00 a R$ 21,00. Ao varejo caberá uma parcela de 10% a 20% das ações, para aquisições a partir de R$ 3 mil. A estréia no pregão está programada para o dia 25.

Com receitas anuais na casa dos R$ 140 milhões, a companhia aponta como pontos fortes a diversificação geográfica - com presença em seis estados brasileiros, além do Distrito Federal -, a atuação exclusiva em incorporação imobiliária e em diversos segmentos de produtos e renda. As estratégias traçadas vão no sentido de expandir a oferta de empreendimentos voltados à classe média-baixa, sem deixar de lado àqueles destinados ao público com maior poder aquisitivo.

No IPO, a Helbor vai colocar 41,57% do seu capital em circulação no mercado. Os R$ 369,3 milhões líquidos previstos com a operação serão usados na aquisição de terrenos e incorporação de novos empreendimentos (60%); no pagamento da compra de participações dos sócios em Sociedades em Contas de Participação (SCP) - constituídas para concentrar a incorporação dos empreendimentos - (20%), e, na construção de empreendimentos já lançados.

O impacto da captação nos resultados será a redução do endividamento líquido, com maior disponibilidade de recursos para investimentos. A capitalização total passará de R$ 283,1 milhões para R$ 652,3 milhões.

Fonte: Valor Online em 17/10/2007
Por Luciana Monteiro e Adriana Cotias

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